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Entrando na história

Redação

12 Setembro 2011 | 08h00

Em vez da pauta, um personagem. No lugar do bloquinho, um figurino, um disfarce. Não é nada difícil encontrarmos histórias em que os próprios jornalistas são os protagonistas, objetos de suas próprias reportagens.

Na última aula com a jornalista Carla Miranda, o assunto foi brevemente discutido. E, na mesma hora, me lembrei de dois trabalhos. Cabeça de Turco, do jornalista alemão Günter Wallraff, é um deles.

Nesse livro, Wallraff faz um relato dos dois anos que passou disfarçado como o imigrante turco Ali Sinirlioglu. Seu objetivo era mostrar como viviam os trabalhadores imigrantes naquela Alemanha dividida dos anos 80.

O segundo trabalho é mais recente. Em 2010, o jornalista Thiago Herdy, do Estado de Minas, trabalhou e morou como Jean Charles de Oliveira, morto pela polícia britânica em 2005 depois de ter sido confundido com um terrorista. Graças à série “Nos passos de Jean”, o repórter ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo daquele ano.

Trabalhos assim podem acabar em prêmios ou processos. No caso de Wallraff, o Cabeça lhe rendeu os dois. E até mesmo leitores.

Lidiane Ferreira, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero