Folha em branco – ou o desafio de deixar as birras para trás
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Folha em branco – ou o desafio de deixar as birras para trás

Redação

27 Outubro 2011 | 18h00

Eu tenho preconceitos. Não muitos, ainda bem, mas tenho ciência de alguns. Meus preconceitos são peculiares, em geral inusitados, e até os falaria aqui, caso esse post não ficasse guardado para sempre nos anais do Google.Meu grande desejo é deixá-los pelo chão, como roupa suja em um dia cansado. Esquecê-los por aí, entre uma lauda e outra.O difícil – usaria outro termo, se aqui palavrões fossem permitidos -, entretanto, é perceber qual é o seu preconceito. Você tem problema com o quê?

Jornalista é um bicho esquisito, acha que os problemas mortais não lhe atingem. Como se a mais venal das profissões estivesse distante dos pecadilhos humanos. O preconceito, meus amigos, está sim entre nós.

Longe de pregar uma vigília, mas é preciso um exercício diário de autocrítica, de pensar sobre o que a gente pensa, assim, bem redundante, se isso nos atrapalha como profissionais.

Precisamos chegar como uma folha em branco, abertos às pessoas, aos lugares, aos instantes. Afinal, elas são nosso principal instrumento de trabalho. Ideias pré-formatadas, rótulos e conceitos engessados atrapalham demais.

Tenho a doce ilusão de que se despir de preconceitos é possível. Haja fôlego.

Natália Peixoto Rodrigues, de 24 anos, é formada em Jornalismo pela PUC-SP