Frases marcantes
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Frases marcantes

Redação

22 Novembro 2010 | 14h29

Não costumo anotar freneticamente tudo que é dito nas aulas ou palestras de grandes e experientes colegas de profissão. Porém, quando algo me chama muito a atenção – como uma frase marcante, que, de fato, mudou um pouco a minha maneira de pensar e executar o jornalismo –, gosto de anotar. Fiz, então, uma seleção de algumas das falas que mais mexeram comigo ao longo destes mais de dois meses de curso, e a forma como as recebi.

“Tentar melhorar o mundo é essencial para o jornalista” – Roberto Gazzi, editor-chefe do Estadão.

Muitos de nós entramos na faculdade com este sonho; cultivamos e saímos dela ainda mais entusiasmados com isso. Porém, em algum ponto, começamos a achar que é uma utopia. Muito bom ver o comandante da produção diária de um dos maiores jornais do Brasil dizendo que manter a meta é não apenas necessário, mas essencial.

“Nunca se compare a um colega, cada um tem o seu momento. Injustiças acontecem” – Marcia Glogowski, hoje diretora da RP1 Comunicação; trabalhou por 30 anos no Estadão.

A frase, bem autoexplicativa, reforça a ideia de que temos de seguir nos esforçando, fazendo a nossa parte, “sem olhar para os lados”. A promoção de um colega que, na sua opinião, mereceria menos que você não pode ser algo que vai afetar seu rendimento. A batalha continua, é diária.

“Trabalhar mais faz você produzir mais e melhor” – Roberto Gazzi, editor-chefe do Estadão.

Já pensava um pouco assim antes mesmo do início do curso, depois de participar do congresso deste ano da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Não é que temos que esquecer completamente de nossas vidas fora do trabalho e nos tornarmos verdadeiros zumbis. Mas percebi que os grandes prêmios, as grandes reportagens, foram conquistadas e feitas justamente por aqueles que não se preocuparam em passar aquelas horinhas a mais no trabalho, pesquisando coisas até mesmo fora da pauta do dia, com o objetivo de conseguirem grandes histórias.

“A gente nunca pode achar que já é um repórter formado” – Marcelo Beraba, editor do Estadão.

Logo depois de nos passar e corrigir exercícios sobre apurações que resultaram em grandes reportagens, Beraba deu algumas dicas para crescermos ainda mais na profissão, como evitar a dispersão na hora de escrever uma matéria e o exercício diário da autocrítica. Assim, buscando constantemente se renovar e sabendo que o processo de aprendizado nunca estará completo, um foca sempre será um foca, no melhor sentido da expressão.

Tiago Rogero, de 22 anos, é formado em Jornalismo pelo Centro Universitário Newton Paiva