Google Glass foi destaque em Tecnologia a Nosso Favor
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Google Glass foi destaque em Tecnologia a Nosso Favor

Redação

23 Outubro 2014 | 17h45

Por Maria Eduarda Chagas

 

Reddit, Drive, Trends, Storify, Waze, Drones e Google Glass – essas ferramentas ainda podem parecer distantes para muitas pessoas, mas estão cada vez mais presentes no dia a dia das redações. Em uma conversa descontraída com os alunos participantes da 22ª Semana Estado de Jornalismo, Camilo Rocha, editor do Link, e Murilo Roncolato, repórter, evidenciaram como essas e outras tecnologias podem facilitar o cotidiano dos futuros jornalistas.

Rocha e Roncolato iniciaram a palestra com um relato sobre a história do Link, editoria de tecnologia do Estado de S. Paulo. Derivado do caderno de Informática, popular nos anos 1990, o Link deixou de existir como suplemento em 2013 e hoje é parte do caderno de Economia.

No entanto, a mudança não resultou em menos trabalho. Muito pelo contrário. “A gente brinca que perdeu um caderno e ganhou um site”, contou Rocha. Atualmente, quatro profissionais são responsáveis por escrever matérias para o impresso e para o portal, atualizar as redes sociais e gerenciar os 10 blogs atrelados à editoria. “O conteúdo aumentou”, garantiram.

Para lidar com a enorme quantidade de informação disponível na internet e se diferenciar, os jornalistas defenderam que é importante fazer uso de diversas ferramentas e compreender as potencialidades de cada plataforma. Na internet, reportagens interessantes podem ser feitas com vídeos, gráficos, GIFs, e até mesmo jogos. “Na verdade, são todas maneiras novas de contar histórias. Você tem que ver qual é a melhor forma, ás vezes um mapa funciona melhor, ás vezes um gráfico”, explicou Rocha.

Como exemplos bem-sucedidos de plataformas inovadoras, os jornalistas citaram o Estadão Dados, a Pública, que já fez reportagens com HQ, e até mesmo um jogo da revista norte-americana Slate, que registrou a maior audiência da história da publicação. O game foi criado após o ator John Travolta errar o nome de uma atriz. O leitor, então, podia “travoltificar” o seu nome na internet. O caso arrancou risadas da plateia.

SEO e redes sociais. Os jornalistas lembraram também da importância das redes sociais para atrair audiência. Na redação, eles fazem publicações no Facebook, no Twitter, no Instagram e, em menor escala, no Google Plus. “Também é uma questão de alcance de marca, de se fazer presente, de ser lembrado”, lembrou Roncolato.

Para conquistar internautas que estejam fazendo buscas no Google, o conceito de Search Engine Optimization (SEO) também está a cada dia mais presente no jornal. “A gente sempre está com o Google Analytics aberto”, revelou Rocha, fazendo uma referência à ferramenta que dá informações sobre a audiência do site.

Drone e Google Glass. As potencialidades jornalísticas dos Drones também foram abordadas. Para Rocha, o aparelho pode ser usado em manifestações ou na cobertura de grandes eventos, por exemplo. No entanto, a falta de regulamentação de seu uso ainda é um problema. “À medida que mais e mais pessoas estão usando, os perigos aumentam, pode machucar alguém”, ponderou.

O ápice da palestra, no entanto, ficou a cargo da demonstração do Google Glass. O óculos de realidade aumentada do Google foi testado por dois alunos, escolhidos por meio de sorteio. Enquanto a primeira estudante tirava fotos com o aparelho, alguém da plateia fez uma piada: “tira uma selfie”. O comentário recebeu aplausos do público.

Os jornalistas também revelaram as suas impressões sobre o dispositivo e exibiram um divertido vídeo da TV Estadão sobre o aparelho. Para eles, o uso jornalístico da ferramenta ainda não foi bem explorado. “Não fiz isso ainda, mas imagino que deve ser muito bom para entrevista. É uma ferramenta que teve muita publicidade, mas as pessoas ainda não sabem direito o que fazer com ela”, afirmou Rocha. Cabe aos jovens da plateia ajudarem a decidir o uso dessas tecnologias no futuro.