Jornalismo na marca do pênalti
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Jornalismo na marca do pênalti

Redação

18 Outubro 2011 | 12h00

Foto: Siphiwe Sibeko/Reuters

Imagine aquele que é considerado o melhor jogador do mundo ter de bater um pênalti decisivo em uma final de Copa do Mundo. Nos pés dele estão a esperança de uma nação e a própria consagração como um nome na História. Mas, por um acaso do destino, justamente aquela cobrança acaba sendo a pior dele na vida e a bola vai longe, muito longe do gol. Roberto Baggio, italiano escolhido pela Fifa o melhor do mundo em 1993, sentiu isso na pele em 1994.

Tamanha volta no tempo e nos assuntos é necessária para fazer lembrar uma placa disposta logo na entrada da sala dos focas. O aviso “seu primeiro erro pode ser o último” já alerta que no jornalismo consertar informações publicadas é tão difícil quanto fazer voltar um pênalti perdido.

O alerta vale para aqueles que estão no início da profissão, com todo aquele gás acumulado e certas vezes, por querer demonstrar serviço e pró-atividade, vão bater o pênalti com muita vontade.  Essas cobranças de tiro livre e a apuração guardam semelhanças. O segredo dos grandes especialistas nos dois assuntos é ter calma, jeito e cuidado aos detalhes.

Uma informação errada que é publicada pode deturpar a verdade, induzir o leitor ao erro e até mesmo causar a demissão do jornalista. Portanto, vale o cuidado extremo de checar sempre, e, na dúvida, não escrever. Ao contrário do jogador de futebol, o repórter nem sempre tem outra chance para se redimir.

Ciro Campos, de 23 anos, é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)

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