Jornalista na guerra e na paz
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Jornalista na guerra e na paz

Redação

28 Setembro 2011 | 18h00

Foto:  Édouard Boubat

O fotojornalista francês Édouard Boubat (1923-1999) começou suas andanças pelo mundo em 1949. Com sua câmera, registrou tudo o que viu nos cinco continentes. Passou por lugares miseráveis, terras em conflito, mas sempre preferiu fotografar a vida, a natureza. Corpos mutilados produzidos pela guerra nunca foram seu foco.

O poeta Jacques Prévert (1900-1977), seu conterrâneo, definiu Boubat como o “correspondente da paz”. Pena os jornais de hoje em dia não gostarem tanto de coisas belas. Que o diga o repórter Lourival Sant’anna, este sim, correspondente de guerra.

Lourival trabalha como repórter especial do Estadão desde 1990. Já andou por Colômbia, Venezuela, Iraque, Afeganistão, Líbia… Ao todo, passou por 53 países, em que a língua falada era uma só: a da guerra.

Boubat disse certa vez: “Eu acho que as fotos que gostamos são aquelas em que os fotógrafos souberam desaparecer”. Para Lourival, o segredo está em blindar os sentimentos para fazer uma cobertura justa, imparcial.

Seja na foto, seja no texto, o jornalismo se resume em isenção. O jornalista está onde está para reportar, para ser os olhos e os ouvidos do leitor. Não importa hora nem lugar. Jornalista é jornalista sempre: seja na guerra, seja em tempos de paz.

Lidiane Ferreira, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero