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Jovens jornalistas precisam aprimorar uso de tecnologias

Redação

22 Outubro 2013 | 15h21

Pedro Sibahi

É comum supor que todo jovem aspirante a profissão de jornalista já é um usuário nato de todas as tecnologias necessárias para ser bem sucedido na careira. Segundo o professor espanhol Ramón Salaverría, esse é um preconceito tão comum quanto o inverso, de que toda pessoa mais experiente seria “analfabeta digital”.

Para Salaverría, o domínio da tecnologia não é determinado pela data de nascimento. Ele reconhece que os jovens jornalistas são usuários intensos de recursos tecnológicos, mas afirma que isso raramente vai além de ferramentas de entretenimento.

O espanhol afirma que profissionais de mídia em início de carreira costumar ser amadores no uso das tecnologias mais relevantes para a profissão. Alguns exemplos de ferramentas pouco dominadas são os bancos de dados e as buscas avançadas com checagem de referências. “Essa é uma área na qual deveriam se aprofundar mais”, avaliou, durante a Semana Estado de Jornalismo.

Ainda assim, ser um nativo das novas mídias traz seus benefícios, como o conhecimento de uma linguagem que é própria do ambiente online e pode ajudar a renovar a indústria jornalística. Para o espanhol, “o jovem deve ter conhecimentos adequados de redação e domínio da gramática, mas é importante que ele tenha conhecimento dessa nova linguagem.“

Em função da tecnologia, o momento atual oferece uma oportunidade sem precedentes para o jovem profissional exercitar seu texto, antes mesmo de ingressar em uma empresa. Salaverría ressalta que “há dois benefícios: o treinamento e a exposição”, uma vez que, para ter um trabalho publicado, basta o clique de um botão.