Júlio Maria no tempo da canção‏
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Júlio Maria no tempo da canção‏

Carla Miranda

20 Outubro 2015 | 18h43

Por Guilherme Mendes

Júlio Maria, 42 anos, se diz extremamente grato pelo jornalismo. “Eu sou grato por tudo, pela minha vida. Jornalismo é a melhor profissão do mundo, não trocaria por absolutamente nenhuma”, diz. Afinal de contas, que profissão, reflete o jornalista, seria capaz de colocá-lo, no mesmo dia, numa entrevista com FHC em Brasília e com o MV Bill, na Cidade de Deus?

Della Rocca/Santander

Della Rocca/Santander

Júlio, um formando da PUC paulistana que começou no Estadão como estagiário no Jornal da Tarde em 1998, é hoje, como um dos maiores especialistas em música brasileira, autor de duas biografias (“Elis Regina – Nada será como antes” e “Santificado Est – Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro”). E também é dos palestrantes na segunda mesa de debates da Semana Estado de Jornalismo. Aos estudantes presentes, pediu “sangue nos olhos”, disse acreditar na necessidade de pessoas capazes de contar boas histórias e defendeu a presença de matérias sobre produção biográfica nas faculdades brasileiras.

O sucesso e a longevidade da carreira de Júlio no Estadão podem são frutos, segundo ele mesmo, da paciência em crescer na carreira, gostar daquilo que faz e, principal. “Foi uma longa jornada. Mas eu diria que quando eu cheguei lá, eu já estava preparado, conhecendo as pessoas e as fontes”. O segredo do sucesso ele não esconde: perseverança sobre a própria carreira – como num bom samba do disco Elis&Tom, o seu disco favorito: “deu certo, não atropelei o tempo das coisas”.