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Laboratório de escrita

Redação

06 Outubro 2011 | 11h24

Os focas começaram hoje, quinta, um intensivo laboratório de escrita. Se no início do curso nos dedicamos mais às discussões de pauta e às apurações, nos últimos dias pudemos nos debruçar mais detidamente sobre o texto – melhor dizendo, sobre cada palavra. Sobre a importância do verbo, do substantivo, do adjetivo. Nesta ordem. Aprendemos a aguçar o olhar para compreender de forma mais crítica tudo o que os outros escrevem e, de tabela, o que nós mesmos escrevemos. Quem nos tem fornecido esta preciosa lupa é Paco Sánchez, diretor editorial do Grupo Voz, da Galícia (Espanha).

Em nossos encontros, assistimos entusiasmados às ideias de Paco sobre a função do jornalista: partindo do pressuposto de que comunicar é formar comunidades, o jornalista tem a importante missão de trabalhar para o bem comum, fazendo o possível para que essa comunidade seja livre. Livre, aqui, significa saber tudo o que for necessário para ter a capacidade de tomar decisões. Em última instância, trabalhar pra o bem comum é contribuir para a felicidade da comunidade a que se pertence.

Nosso trabalho, como comunicadores, é fazer com que os distintos grupos que compõem cada comunidade se conheçam e se compreendam. Devemos ser capazes de entender o mundo, o país, o local – ou seja, toda a cultura. E ele enfatiza: a cultura é um intento de dar sentido ao viver. Parafraseando Nietzsche, reforça: “O homem é capaz de suportar qualquer quê se tem um para quê“. Daí a necessidade de se ter uma formação muito especial para entender a natureza humana e, especialmente, essa nossa cultura.

Para isso, é preciso ler. “Ler muito. Ler sempre um metro de livros (deitados) por ano. Cem páginas por dia.” Nessa vida atribulada de hoje em dia, a dica dele para aproveitar o pouco tempo livre é carregar sempre um livro, para ler sempre que der. Podemos começar já, lendo alguns dos muitos textos que Paco tem nos sugerido:

– A Bíblia

– “Cartas a um jovem poeta”, de RM Rilke.

– “A arte de fazer um jornal diário”, de Ricardo Noblat

– “O homem à procura de sentido”, de Viktor Frankl

E para finalizar, um texto de Paco sobre as qualidades que todo comunicador deve ter, e que ilustra muito bem a essência do escrever: La escritura como modo de vida.

Heloisa Aruth Sturm, de 29 anos, é formada em Direito e em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP)