Levantando voo
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Levantando voo

Redação

02 Novembro 2010 | 13h37

“O voo que vocês irão fazer é o mesmo que sofreu aquele acidente em 2007?, ou seja, o trajeto entre os aeroportos Salgado Filho, em Porto Alegre, e o de Congonhas, em São Paulo. A lembrança foi feita pelo professor Luiz Carlos Ramos pouco menos de uma semana antes da nossa viagem a Santa Cruz do Sul (RS). Dos 30 focas deste ano, 5 nunca haviam viajado de avião, inclusive eu. Depois de uma frase como essa, a tensão dobra, triplica.

Além de mim, Daniela, Ivan e dois dos Gustavos – o Antonio e o Aleixo – eram estreantes nessa “aventura”. Ninguém recuou, ninguém gritou, talvez alguém tenha suado frio na decolagem e na aterrisagem. Mas ver o mundo de cima é realmente impressionante.

A viagem de avião é provavelmente a mais banal das experiências novas pelas quais passamos ou passaremos durante o curso. Seja entrevistando um ministro ou visitando pela primeira vez uma grande redação, todos nós encontraremos algum ineditismo nesse processo de aprendizado.

Quando nasceu, o avião não saiu do chão na primeira tentativa. Cada erro ou acerto era uma lição. A cada experiência nova, o êxito se aproximava mais. E é a cada experiência nova que nos preparamos para atingir uma carreira sólida, sem turbulências. Para que possamos levantar voo sem medo de cair no chão.

E por falar em aviões, indico um texto que o professor Paco Sánchez nos apresentou: Un aterrizaje de libro, um belo exemplo de como abordar de uma maneira diferente uma simples coletiva de imprensa.

Rodrigo Rocha, de 23 anos, cursa o último semestre de Jornalismo na Universidade de São Paulo (USP)