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Lições indispensáveis

Redação

29 Setembro 2011 | 10h57

Que jornalista deve mais ouvir do que falar, todos já sabem. Mas esse imperativo não vale somente para quando estamos diante de nossas fontes de informação; ele vale também para os momentos vividos nas redações jornalísticas, conforme têm feito os focas do Curso Estado.
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Como tive pouca coisa para fazer em minha primeira semana atuando nas redações do Grupo Estado, aproveitei para observar as relações entre repórteres e fontes, bem como entre repórteres, editores, fechadores e diagramadores da editoria de Cidades/Metrópole do Estadão.
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Aprendi a reconduzir ao assunto principal fontes que fazem rodeios e acabam se desviando daquilo que o repórter pretende. Em outra ocasião, prestei atenção às orientações que o chefe de reportagem dava à equipe de editores, na reunião diária das 15h, a respeito do enfoque que cada matéria deveria ter.
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O momento mais intenso, porém, foi quando chegou à redação a notícia de que um menino de 10 anos havia atirado em sua professora e em seguida se matado em uma escola de São Caetano do Sul. Foi muito interessante acompanhar a correria de parte da equipe de Metrópole/Cidades no fim da tarde do último dia 22. Enquanto repórteres do Estadão, do JT e da Rádio Estadão ESPN iam para o local do fato, na redação uma repórter entrevistava, por telefone, uma psicóloga e professores, pedindo que analisassem a atitude do aluno. Outro pesquisava, no arquivo online do jornal, o massacre de Realengo, ocorrido no dia 7 de abril no Rio de Janeiro, para relacioná-lo ao caso do ABC. Editores do caderno acompanhavam, pela TV, a cobertura ao vivo da tragédia.
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Do início ao fim da faculdade de Jornalismo, sempre ouvi dos professores mais experientes que aprenderíamos a ser jornalistas, de fato, ao vivenciarmos a rotina diária das redações, e isso é mesmo verdade. Durante a graduação, temos dias e, às vezes, até semanas para apurar e redigir uma reportagem. Depois de formados, esse prazo diminui para apenas algumas horas ou minutos. As lições ensinadas aos focas pelas redações são muitas e indispensáveis para a formação de bons jornalistas.
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Mateus dos Santos, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade 
Federal de Viçosa (UFV)