Na minha bagagem
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Na minha bagagem

Redação

28 Setembro 2011 | 16h00

A sede – nunca saciada – pela ampliação do meu repertório cultural foi o que me fez pagar excesso de bagagem. Eu sabia que, durante o período de permanência aqui em São Paulo, minha rotina consistiria em absorver os mais variados ângulos e conceitos do jornalismo. As passagens pela redação, as aulas e as viagens são o meu foco, é claro; no entanto, mesmo em casa, distante do enfático clima de aprendizado da Sala de Treinamento, eu decidi que estaria sempre ligado, amarrado ao universo da produção de notícias.

As revistas e séries, os livros e filmes trazidos na minha mala estão me ajudando nessa tentativa de expansão. Não sei se estou ficando mais inteligente, nem se um dia serei desembaraçado o bastante para entrar em uma conversa sobre a questão Palestina ou sobre as idas e vindas do dólar, mas a jornada tem sido das mais prazerosas. Por esse motivo, quero compartilhar com vocês algumas das obras que me fazem sentir, pelo menos enquanto nelas imerso, um pouco mais capacitado. O sentimento tem um quê de vulgar, eu sei, mas nem por isso deixa de ser nobre.

Documentário – Inside Job

Por mais ligado que você seja em economia, entender a crise que assolou o mundo em 2008 não é uma tarefa simples. Assistir ao documentário vencedor do Oscar em 2011 pode ajudar. Baseado em uma extensa pesquisa e séries de entrevistas com políticos, economistas e jornalistas, Inside Job revela as razões pelas quais os EUA colocaram
em cheque a sobrevivência de milhares de pessoas ao redor do planeta. “Se você não ficar revoltado ao final do filme, não estava prestando atenção”, diz uma das frases promocionais do documentário.

Série – The Hour

A BCC inglesa é a produtora desse primor de série. Renovada para a segunda temporada, The Hour não só é fonte de interpretação e cenários impecáveis, mas também uma aula de geopolítica e argumentação jornalística. Imperdível. A série explora as mudanças sociais, sexuais, culturais e políticas do ano 1956, e tem como pano de fundo a criação de um dos primeiros noticiários para a televisão (The Hour) e a crise do canal do Suez. O protagonista, vivido pelo magricela Ben Whishaw, é o meu personagem favorito.

Livro – O Grande Livro do Jornalismo

Uma amiga (grande Samysia) me emprestou esse livro e desde então ele tem sido um guia fiel. Até onde posso ousar? É lá que eu encontro a resposta. O Grande Livro do Jornalismo reúne 55 obras-primas de alguns dos melhores escritores e jornalistas da História, entre eles Dickens, Twain e Churchil. A obra também apresenta uma coletânea de reportagens mais recentes, como “A volta ao lar”, sobre o velório da princesa Daiana, e “McDonald´s em Moscou”, que mostra como o povo russo se adaptou aos deliciosos hamburgueres da franquia ianque. Livro de cabeceira, para todo o sempre.

Revista – Imprensa

Comecei a ler Imprensa na faculdade, instigado pelo professor de Comunicação Comparada. Depois de ter pedido, por várias vezes, suas edições emprestadas, resolvi tomar vergonha na cara e fazer a minha própria coleção. O conteúdo da revista é tão amplo quanto o próprio jornalismo, e a imparcialidade quase palpável – na medida do possível – é o grande diferencial. TV, rádio, impresso, internet, mídias sociais, tudo é abordado com uma perspectiva de mercado. Vale a leitura.

Site – Mediastorm

Descobri esse site na aula de fotojornalismo do Curso. Desde então tenho frequentado o Mediastorm todos os dias. Meu novo vício. O site traz reportagens em vídeo que seguem a tendência do roteiro multimídia, histórias contadas através da combinação do poder da fotografia com a emoção da entrevista. O resultado é de uma qualidade absurda. Na realidade, o que faz a diferença nas produções do MediaStorm, ao meu ver, é a real disposição que os jornalistas têm de escutar a história dos personagens. Corre lá!

Então é isso. Tenho outras dicas, mas agora gostaria de conferir as de vocês. Até a próxima!

Leandro Igor Vieira, de 26 anos, é formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)