Nunca despreze uma coletiva
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Nunca despreze uma coletiva

Redação

06 de dezembro de 2010 | 20h26

Estamos na última semana dos cem dias do curso. Agora, é inevitável não olhar para o passado com certa nostalgia. De 30 desconhecidos, passamos a ser companheiros e cúmplices. Tenho a certeza de que tenho, em vários dos focas, verdadeiros amigos. Em todo o curso, tive a oportunidade única de ter aulas com excelentes jornalistas, trabalhar em um grande grupo de comunicação e ainda fazer minhas primeiras viagens de avião, sendo uma delas internacional. Só tenho a agradecer pelo que ganhei nesse período.

Hoje, aproveitando o clima saudosista, analisei essas e todas as atividades por que passei junto com os focas. Com isso, entendi como o curso nos prepara para a vida profissional, em diversos aspectos. Foram úteis as aulas, exercícios de texto e passagens em veículos do Grupo Estado porque nos deram a noção de como é o cotidiano de trabalho dos jornalistas em grandes redações.

Também, pudemos, em entrevistas coletivas, conhecer personalidades que são possíveis fontes. E nesse tempo, assim como os outros focas, iniciei a formação de uma rede de contatos e fontes, imprescindíveis em uma reportagem interessante. Participamos de entrevistas coletivas com o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge; com a cientista genômica Anamaria Camargo; com o superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês, Gonzalo Vecina; e com o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega.

A importância desses momentos ficou evidente hoje, quando, ao ler o Estadão, me deparei com a matéria Ex-integrante do governo FHC é cotado para Saúde. Um dos nossos sabatinados, o médico Gonzalo Vecina aparece na notícia como um dos nomes mais cotados para assumir o posto de ministro da Saúde do próximo governo.

Para ser realista, se não fosse a visita ao hospital, jamais teria conhecido Vecina, nem tampouco saberia como pensa e quais as convicções do provável futuro ministro. Depois disso, passei a dar ainda mais valor às coletivas de imprensa e entrevistas. Para mim, essa é uma das lições mais marcantes desses 3 meses e 10 dias de Estado.

Ivan Martínez, de 21 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade de Taubaté (Unitau)

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