O decálogo da qualidade jornalística
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O decálogo da qualidade jornalística

Redação

08 de dezembro de 2011 | 11h36

O Curso Estado é mesmo surpreendente. Pensei que, durante as últimas semanas, estaríamos tão envolvidos com a produção do caderno que mal teríamos cabeça para aulas e palestras. Curiosamente, justo na penúltima semana, tivemos uma conversa que, para mim, foi uma das cinco melhores de nossa jornada: “Jornalismo, ética e qualidade”, com Carlos Alberto Di Franco.

Dentre os vários pontos destacados durante a explanação, o que mais me chamou a atenção foi o decálogo da qualidade proposto pelo jornalista. Além de falar sobre as principais armadilhas no caminho da qualidade, Di Franco elencou o que não pode faltar num bom profissional – que, consequentemente, fará um bom jornal.

São lições simples, porém valiosas. Detalhes que deixamos escapar na correria do dia a dia da redação e que, às vezes, nos impossibilita de crescer no mercado. Anotei e recorrerei à listinha sempre que achar que há algo de errado com meu trabalho. Espero que seja útil para vocês também!

1 – Humildade, coragem, prudência – “Características fundamentais em qualquer jornalista.”

2 – A revolução nos conteúdos – “É preciso ter coragem e a rebeldia de repensar o jornal TODOS OS DIAS!”

3 – O diálogo com o leitor real – “O jornalista deve escrever para o LEITOR, não para os colegas jornalistas ou especialistas no assunto de que vai tratar.”

4 – Investir na leveza formal – “Show, don’t tell. Sempre que puder (e for pertinente!), é importante recorrer aos recursos gráficos.”

5 – Revalorizar a reportagem – “O bom repórter é a ponte entre a vida e o leitor. Chega de ficar só na redação. Jornalismo se faz na rua.”

6 – Privilegiar a informação local – “Jornal para todos = jornal para ninguém.”

7 – A hora da ética – “É preciso aumentar urgentemente a temperatura ética das redações.”

8 – Investir na formação permanente – “Conhecimentos de Língua Portuguesa, Filosofia, História e Ética são essenciais. Este conjunto é o cardápio fundamental para todo jornalista.”

9 – Independência: chave da qualidade – “Compromisso com a verdade. E nada mais!”

10 – Imaginação do poder

Gabriela Forlin, de 23 anos, é formada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali)