O paradoxo dos dias de foca
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O paradoxo dos dias de foca

Redação

07 de dezembro de 2010 | 21h34

Quando entrei no curso, em setembro, não levei muito a sério o coordenador, Chico Ornellas, que nos disse que viveríamos aquilo 24 horas por dia sem fim de semana. Afinal, era um ótimo curso, mas cursos são cursos. Passam. Agora, três, cinco meses depois… faz quanto tempo mesmo que estamos aqui?

A roda dos dias entrou em um paradoxo que conseguia fazê-los passar ao mesmo tempo devagar para serem sentidos como semanas e absurdamente rápidos, impossíveis de conter, como se entre as 8h do início da aula e as 23h59 da entrega das matérias não houvesse mais que duas horas. Em meio a isso, palestras históricas, outras comuns, amigos de infância recém apresentados, a famigerada redação e o fim abanando de longe, preferencialmente longe.

Agora, sem aviso, ou talvez com avisos que evitamos escutar, o dia 10 se aproxima, e com ele o fim. Porque cursos são cursos e passam. Mas poucos são capazes de transformar três meses em tanto tempo. Fomos estranhos, fomos focas, fomos amigos, viramos uma família. E que a roda gire novamente e possamos nos encontrar por aí, com sorte, exercendo o que nos trouxe de longe e de perto até aqui: o jornalismo.

Paula Bianca Bianchi, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

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