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O que eles esperam de nós?

Redação

30 Novembro 2011 | 12h00

Na reta final do curso, os focas se despediram da temporada na Redação do jornal na última sexta-feira. Ou melhor, no último domingo – afinal, para fechar a jornada com chave de ouro nada melhor que um plantão. Durante as últimas dez semanas, passamos por diferentes editorias d’O Estado de S. Paulo, e também pela Rádio Estadão ESPN, pelo portal Estadão.com.br e pela Agência Estado.

Para muitos de nós, foi uma oportunidade de conhecer pela primeira vez como funciona a redação do jornal. Para outros, foi uma chance de ampliar o propalado networking, conhecer pessoas e formar bons laços profissionais. Muitos participaram de coberturas especiais, como o Enem e a morte de Steve Jobs. Alguns publicaram boas matérias, até mesmo a capa de um caderno.

As experiências são diferentes para cada um, a partir do direcionamento dado para sua passagem pela redação e pelo curso. Nas redações, conversar com os editores e tutores que nos recebiam foi uma boa forma de conhecer melhor os desafios de cada editoria, e como eles vêm o trabalho na área e a profissão. Foi também (e principalmente) uma oportunidade para entender o que esperam de nós, focas, agora que deixaremos o conforto do curso para assumir posições efetivas no mercado.

A necessidade de autonomia e agilidade pelos jovens repórteres são unanimidade entre os editores. Saber lidar com situações atípicas com independência e rapidez é fundamental para desempenhar um bom trabalho e conseguir a confiança dos editores. Mas mais do que isso, o conteúdo segue firme como diferencial, e aliado à iniciativa e criatividade pode garantir o enfoque diferenciado em uma pauta comum.

“É importante ter a capacidade de apresentar mais do que o pedido pela pauta ou pelo editor. Se o repórter só traz o ipsis litteris da pauta ou do fato, não consegue espaço. No início, é compreensível. Mas é um processo rápido, ele deve aprender a trazer sempre mais”, opina Sérgio Pompeu, editor do Estadão.Edu.

A posição é compartilhada pelo editor do Caderno 2, Ubiratan Brasil. Para ele, nas editorias de cultura e áreas mais especializadas, o repórter deve reunir boa bagagem e informações diversificadas. “Conhecimento profundo em cultura, numa área especifica ou em mais de uma, é fundamental nessa cobertura. Escrever sobre um tema, e não sobre só o fato que gerou a pauta, requer um conhecimento sobre o que cerca o fato. Sem isso, a cobertura fica rasa e é disse que fugimos.”

Antonio Pita, de 25 anos, é formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA)