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O valor do rádio

Redação

09 Setembro 2011 | 16h57

Na noite de 10 de novembro de 2009, falhas em três linhas de transmissão da Usina Hidrelétrica de Itaipu causaram um blecaute de proporções colossais. Metade do País ficou às escuras. Internet e televisão, de repente, não ajudavam em nada. Mas eis que surge, durante o caos que se formou nas horas seguintes, um aparelhinho tímido, até esquecido por muitos, disposto a dar as informações necessárias: o rádio.

Eu, por exemplo, pude acompanhar a cobertura sobre o apagão graças às ondas do AM 700 da Rádio Eldorado que chegavam ao celular. O caso ilustra bem a importância do rádio como meio de comunicação e destaca toda a agilidade que possui em transmitir a notícia. Essa foi uma das discussões que os 30 focas tiveram na manhã desta quinta-feira, 8, com a editora- chefe da Rádio Estadão/ESPN, Filomena Salemme.

Além de falar sobre a estrutura da emissora, “Filó” destacou a mudança pela qual a rádio passou em março deste ano, vinculando-se fortemente ao conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo e expandindo a cobertura esportiva por meio da parceria com a ESPN – e eis que surgiu a Estadão/ESPN.

Perguntas não faltaram. Temas como a linguagem utilizada pelo veículo, o modo de agir com entrevistados ao vivo, as funções existentes dentro de uma emissora, os números da audiência e as questões envolvendo o rádio digital foram comentados por Filomena.

Muito além disso, contudo, a editora-chefe da Estadão/ESPN convenceu a todos de que o rádio continua firme e forte como um importante meio de comunicação. Mas fez um alerta: quem passar pela redação corre o risco de se apaixonar pelo trabalho da emissora. Se for assim, imagino que os focas vão querer passar por esse risco.

José Roberto Gomes, 22 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero