Ornalista
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Ornalista

Redação

24 Outubro 2011 | 23h00

Ilustração: Mauricio de Sousa Produções

O jornalista é um sujeito. Não deseja apenas ser. Sujeita-se a jargões para ser o que é. Geralmente, diz-se injustiçado, joguete nas mãos dos demais sujeitos. Que, aliás, o julgam como se jazessem em colunas jônicas. Dormem na sarjeta o sujeito e os sujeitos! Todos enjaulados nessa língua jocosa.

O jota é uma letra. Corajoso desbravador de linhas! Seja com a ponta da bengala, seja com o pingo lá em cima. O jota é. Simplesmente. Não sugere, não suplica. Nem julga. É. Por assim ser, e por todos o respeitarem como tal, o jota é. Mais do que qualquer jornalista.

Porque o jornalista não é o que é. O jornalista é um sujeito sujeito à consciência. Dele e à de outros. A subjetividade nos deu esse direito jurássico de sermos o que somos e de pensar o que os outros são, mesmo que eles não sejam. Enfim, todos somos. Enjaulados.

Sujeitos subjetivos jogados na sarjeta. Não há como fugir deste maldito jota. Sem ele, seríamos um bando de sueitinhos. Nem por jeca passaríamos. Jornalistas? Jamais. Na jaula dessa língua jocosa, o jota é juiz, júri e jagunço. Juro que queria ser. Livre.

Luis Carrasco, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero

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