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Os desafios da cobertura internacional

Redação

22 Outubro 2013 | 18h27

Pedro Sibahi
Suellen Amorim

O editor de Internacional de O Estado de S.Paulo, Roberto Lameirinhas, compareceu à tarde de debates da Semana Estado de Jornalismo. Tem experiência como correspondente em cobertura de catástrofes naturais e não naturais, como na Guerra do Afeganistão e o terremoto em Pisco, no Peru, de 2007. Ele ainda lembra dos momentos de tristeza provocados pelas tragédias e acredita que os limites que uma tragédia natural traz são ainda mais tristes por causa do fator surpresa.

Para o editor, é importante haver o distanciamento entre o repórter e a situação de conflito, porém, quando se trabalha em uma área que vive condições extremas, é impossível não parar e pensar nas coisas que se vê ao longo do dia: “O drama de quem perde tudo que tinha é sempre muito impactante”.

Ele tem mais de 20 anos no Grupo Estado, com o início da carreira no extinto Jornal da Tarde. Trabalhando desde o início na editoria de Inter, Lameirinhas sempre teve dupla jornada, atuando também no arquivo e na área de política.
Com essa experiência, ele aponta que hoje os jornalistas possuem uma oportunidade inimaginável na época durante a qual teve início sua carreira, de entrar em contato com os principais meios de comunicação de outros países: “o jovem jornalista interessado em cobertura internacional deve navegar sempre pela Internet em busca de informações”.

As fontes não precisam ser apenas os portais de grandes veículos, que servem como principais referências, mas as redes sociais também possuem seu papel. “Uma informação encontrada no Facebook pode virar uma pauta, basta que o profissional se aprofunde e apure com outras fontes confiáveis”, explica Lameirinhas, para quem a rede também é uma boa ferramenta para estabelecer contato com fontes em vários lugares do mundo.