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Os entraves da cobertura jornalística de política educacional

Redação

24 Outubro 2013 | 18h36

Por Antonella Zugliani

A jornalista Carmen Scandiuzzi, editora da TV Estadão, abriu a segunda parte do terceiro dia da Semana Estado de Jornalismo. Exibindo exemplos da cobertura da casa, Carmen falou sobre a importância do envolvimento de professores universitários na correção comentada das provas. A TV utiliza a ferramenta Skype para proporcionar interações com os profissionais em estúdio.

Em seguida, o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, abriu sua fala ratificando que o coqueluche da cobertura de educação é o vestibular. “O que mais atrai o público é a questão do ENEM”, afirma. Cara definiu ainda as “três missões” da educação:
– preparar o cidadão para ter capacidade de ingressar no mercado de trabalho;
– preparar o cidadão para ter capacidade de ser participativo e, assim, cobrar dos políticos;
– preparar o cidadão para o mundo do trabalho (qualquer atividade produtiva).

Para o coordenador, o debate jornalístico de educação no Brasil não sabe concatenar a discussão de sala de aula com a da política educacional nacional.

Finalizando o debate, a Conselheira Nacional de Educação da Câmara de Educação Superior, Ana Dayse, disse que “a educação tem que ser vista em um sentido amplo”. Para embasar sua argumentação, Ana apresentou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e problematizou a questão do planejamento educacional na Constituição Federal de 1988. “Nós precisamos de dinheiro, mas precisamos ter condição para gastar”, aponta. A conselheira terminou a sua fala com um trecho de Paulo Freire: “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem”.