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Palestra sobre jornalismo multimídia aponta novidades e desafios para os novos profissionais

Redação

23 Outubro 2013 | 18h21

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Texto: Carlo Cauti

Fotos: Felipe Resk

“O repórter multimídia” foi o tema do segundo bloco de palestras do segundo dia da Semana Estado de Jornalismo. Participaram do debate o editor executivo do portal do Estadão, Luis Fernando Bovo, o jornalista Edison Veiga, vencedor do Prêmio Petrobras pela reportagem “Família Imperial – Uma Nova História”, e Luiz Iria, especialista em Infografia e Inovação Digital.

“O digital veio para ficar. Está sempre mais presente na vida das pessoas e os profissionais devem se acostumar a trabalhar com essa nova dimensão”, afirmou Iria, ressaltando como as novas gerações serão o novos consumidores da mídia digital.

Contando sobre o trabalho para realizar a reportagem sobre a família imperial brasileira, Veiga relatou sobre as passagens que permitiram a produção da matéria, ressaltando como um trabalho com fotos e infográficos é muito mais agradável para o leitor. “Uma matéria bem elaborada, mas sem imagens ou sem infográficos perde seu valor. O texto, as fotos e a infografia trabalham junto. Uma coisa não exclui a outra”, afirmou Veiga.

Iria apontou que as três principais funções da infografia são “informar com rapidez e dinamismo”, “gerar um impacto visual para atrair e surpreender através das imagens” e “gerar emoção provocando uma reação diferente a cada tema”. O especialista mostrou trabalhos realizados nas revistas Superinteressante e Mundo Estranho, como os infográficos “Desastre Titânico”, sobre o afundamento do Titanic, e o “Raio X das Plásticas” , que mostrou os efeitos das cirurgias plasticas. Esse último trabalho ganhou a medalha de ouro do The Society of Publication Designers (SPD), sendo a primeira revista brasileira a ser premiada.

Bovo analisou a realidade das web TV, salientando como elas não são concorrentes da televisão tradicional. “Quem acessa a televisão via internet escolhe um produto especifico, com qualidade e foco diferentes, e por isso os profissionais das web TVs devem trabalhar sobre esses dois pontos”, afirmou o editor.

Respondendo a uma pergunta sobre a estratégia do grupo Estado em relação à Mídia Ninja, Bovo explicou que essa nova cobertura é interessante, mas “nada substitui o bom jornalismo”. “Quando começaram as manifestações, os usuários da internet procuraram os jornais estabelecidos para se informar. Procuraram o Estadão. O papel da Mídia Ninja é importante, mas só isso não basta. Novas ferramentas não são diferencial. Precisa ter um respaldo”, declarou Bovo.