Palestrantes dão dicas para evitar preconceitos durante coberturas internacionais
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Palestrantes dão dicas para evitar preconceitos durante coberturas internacionais

Carla Miranda

21 Outubro 2016 | 17h55

Cláudia Antunes, coordenadora de Relac?o?es com a Imprensa de Me?dicos Sem Fronteiras Brasil

Cláudia Antunes, coordenadora de Relac?o?es com a Imprensa de Me?dicos Sem Fronteiras Brasil

Por Samuel Quintela

Para Cláudia Antunes, coordenadora de Relac?o?es com a Imprensa de Me?dicos Sem Fronteiras Brasil, um dos desafios para os jornalistas que desejam participar de coberturas internacionais é se manter sempre informados e abertos à situações que não são cotidianas para evitar preconceitos durante o processo produtivo das matérias.

A afirmação foi feita durante a Semana Estado de Jornalismo deste ano.

A jornalista também comentou a questão dos imigrantes na Síria, que teria despertado a atenção da mídia para questões de conflito internacional. “Essa questão da Europa foi importante porque expôs um problema, mas também porque foi na Europa, que é um centro de difusão de informação muito importante. Mas precisamos estar de olho para perceber que existem outras crises no mundo”, disse Cláudia.

Repórter do Zero Hora, Letícia Duarte, que contou a história de uma família de refugiados durante a trajetória entre a Grécia e a Alemanha para fugir de conflitos no especial “Refugiados – Uma história”, também comentou a importância de se manter informado para evitar inserir conceitos próprios durante a execução de matérias internacionais. A jornalista também destacou a necessidade de se buscar fontes variadas para tentar entender os vários cenários que estão em volta da história que se deseja contar.

“É um assunto complexo, que tem muitos lados, mas o primeiro passo é se despir do preconceito e se abrir para a história dessas pessoas. Se colocam muitos rótulos sobre o que é ser refugiado ou árabe, mas sempre que a gente estereotipa, a gente simplifica, mas a realidade não é tão simples assim”, disse.