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Palestras fomentam discussões sobre jornalismo local

Carla Miranda

22 Outubro 2014 | 20h27

Laís Gottardo

As palestras da Semana Estado partem dos temas propostos aos blocos diários para discutir o Jornalismo entre estudantes, dos calouros aos veteranos. Os argumentos para os recém-chegados à área, uma vez que ainda não viveram a prática jornalística, surgem do que absorvem das coberturas em seu cotidiano. O segundo dia de falas dos convidados do Estadão já conseguiu produzir alguma crítica ao Jornalismo de suas cidades, por exemplo?

 

Em Salvador (BA), de acordo com Marcelo Argolo, de 23 anos, as notícias são crimes ou eventos, se a base for o que se publica. “O jornal é popularesco e o digital não é muito forte. As pautas são, quase sempre, ronda policial e entretenimento”, conta. A capital baiana é a antítese da crise jornalística, uma vez que, de acordo com Argolo, as vendas de jornal impresso só aumentam. “Nos últimos cinco anos as pessoas voltaram a ler ‘no papel’”, estima.

 

O enfoque do Jornalismo no Distrito Federal é quase que exclusivamente Político. A opinião é da estudante Yone Macedo, que afirma que, para os que gostam, a área é bem desenvolvida. Em Taubaté, cidade de Vivian Gasperott, no interior paulista, a oportunidade de participar do Jornalismo local aconteceu pela entrada da estudante na graduação. “A Unitau é um núcleo muito grande de comunicação. Então temos bastante oportunidade e valorização”, conta.

 

A palestra de Bruno Paes Manso, um dos criadores do site Ponte, sobre Segurança Pública, inspirou Rafael Giuvanusi a levar a iniciativa para sua cidade, Curitiba (PR). “Só tem um jornal em circulação. Com as redações cada vez mais enxutas, seria legal fazer algo parecido por lá”, diz. As boas sementes estão lançadas.