Para não deixar a tela em branco
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Para não deixar a tela em branco

Redação

26 Novembro 2010 | 23h37

Poucas coisas me dão mais agonia do que, diante da missão de fazer um texto ou matéria, ver a tela do computador sem uma só palavra. Pior ainda é quando isso ocorre não por falta de assunto, mas justamente pelo contrário: há tanta coisa na cabeça que fica difícil saber por onde começar e o que falar.

Foi nessa agonia que comecei esse texto. Afinal, depois de quase 90 dias de curso e cerca de 90 posts no Em Foca, mais difícil do que não repetir um colega é buscar, em meio a tanta coisa que já aconteceu (e ainda vai acontecer até o próximo dia 10, quando o curso chega ao fim), um evento que seja mais digno de nota do que outro.

Por isso, me arrisco a dizer: ninguém se esquece das viagens, matérias, entrevistas e palestras, mas marcante mesmo é a nossa rotina. Nesses 101 dias que ainda não terminaram, tem sido um desafio conciliar as atividades do curso com as passagens pelas redações, e agora mais ainda, com a produção das matérias para o suplemento que será publicado em dezembro.

Não é só a intensidade do trabalho que nos fará lembrar do nosso cotidiano. Não vamos esquecer também da convivência e do aprendizado diários, por vezes tão ou mais impactantes do que as obrigações. É por isso que, depois de quase três meses, tenho nesse tripé – trabalho, convivência e aprendizado – um bom motivo para não deixar a tela em branco.

Bernardo Barbosa, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

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