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Participantes da Semana Estado falam sobre o jornalismo em suas regiões

Carla Miranda

22 Outubro 2015 | 10h35

Por Jamylle Mol

A Semana Estado, que acontece desde 1993, reúne alguns dos principais jornalistas da atualidade e atrai estudantes de jornalismo de várias regiões do país. Este ano, o evento conta com a participação de mais de 200 alunos, de Estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A Semana é uma oportunidade de troca de experiências entre os alunos, que, por virem de realidades distintas, veem o jornalismo de formas diferenciadas.

Para o estudante Rodrigo Sigmura (19), da PUC Paraná (PR), o mercado de trabalho em outras regiões é mais restrito quando comparado à realidade em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, para o aluno, sempre haverá espaço para bons profissionais. “Aquele que se destaca vai conseguir ter sucesso na profissão, basta saber se engajar nos meios e nos nichos certos”, diz.

Daniela Martins (19), da PUC Campinas (SP), também enfrenta um mercado bastante limitado. “Só existe um jornal na cidade. Por isso, para mim, o jornalismo aqui está meio abandonado. Acredito que, se houvesse concorrência, as informações seriam menos institucionais e mais sociais”, conta.

As poucas possibilidades de trabalho também são obstáculos que a estudante Carolina Mendonça (20), da UNAERP (SP), enfrenta. “Apesar de existirem oportunidades, falta diversidade nas opções que temos: só há TV ou redação. O conteúdo é restrito, muito factual. Penso em formar e ir pra outro lugar porque essas possibilidades não são as que eu quero”, diz.

Os mercados de trabalho variam de lugar para lugar. Enquanto as grandes cidades abrigam as principais vagas do país, as cidades menores, na maioria das vezes, demandam um número menor de profissionais. No entanto, não é só o mercado que varia. Os cursos de Jornalismo também podem ter especificidades de acordo com a região.

A estudante Roberta Nunes (22), da UFOP (MG), cursa jornalismo em uma cidade com aproximadamente 70 mil habitantes e, segundo a aluna, o ritmo é bastante singular. “O jornalismo é mais humanizado, as produções valorizam o personagem e não só números e dados. É possível contar a história de quem fez a cidade e isso é o que mais valorizo na Universidade”, conta. Felipe Magalhães (22), da UFF (RJ), também destaca as características da sua faculdade. “A UFF não nos forma apenas como profissionais, mas como jornalistas, humanizados e críticos”, diz.

 

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