Projeto Arara Azul busca novas formas de financiamento para preservar biodiversidade
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Projeto Arara Azul busca novas formas de financiamento para preservar biodiversidade

Redação

11 de junho de 2015 | 18h05

Eliza Mense do Projeto Arara Azul no debate sobre biodiversidade

Eliza Mense, do Projeto Arara Azul, no debate sobre biodiversidade.

Daniel Machado Vivacqua e Felipe Pontes

Considerado um modelo no esforço de preservação de espécies ameaçadas, o Projeto Arara Azul completa 25 anos comemorando a retirada de sua ave símbolo da lista de animais em risco de extinção ao mesmo tempo em que enfrenta o desafio de encontrar novas formas de financiamento e expandir seu alcance na proteção da biodiversidade do Pantanal brasileiro.

Para isso, a diretora-executiva do Projeto Arara Azul, Eliza Mense, esteve no terceiro dia da 3ª Semana Estado de Jornalismo Ambiental, nesta quinta-feira, para apresentar os novos projetos com os quais a entidade pretende superar os desafios impostos por um ano difícil em termos de financiamento. “Recursos voluntários são cada vez mais difíceis”, afirma Mense. “Temos alguns patrocinadores que são já fiéis e vêm apoiando a instituição há algum tempo, mas no ano passado eles nos fizeram uma provocação para que a gente começasse a gerar recursos por meio de alguns outros negócios.”

Entre as iniciativas pensadas para sustentar a entidade está a campanha “Adote um Ninho”, em que indivíduos pagam 10 mil reais por ano para custear o trabalho de manutenção dos ninhos de arara-azul-grande, espécie que nesses 25 anos teve sua população aumentada de 1500 espécimes para mais de 5000. Outros projetos incluem turismo de observação e científico, uma política de patrocínio redefinida, cursos de educação ambiental para o público infanto-juvenil e palestras.

Mas nem tudo são dificuldades. Eliza avalia que houve um avanço na conscientização das comunidades locais a respeito da preservação da biodiversidade. “Acho que estamos com uma consciência um pouco diferenciada. Houve uma mudança muito grande na sensibilidade dos proprietários rurais, dos peões das fazendas, das pessoas na cidade. Tanto que hoje em Campo Grande a gente convive araras canindés e vermelhas”, diz a bióloga.

Em relação às ações governamentais, no entanto, ainda é preciso uma maior união de diferentes personagens na luta pela defesa ambiental, de modo a provocar gestores e legisladores. “Precisamos fomentar mais a discussão para as políticas públicas. Existe um público muito diversificado hoje, que não são só os ambientalistas, são os jornalistas e outros profissionais, que precisam estar juntos discutindo um pouco melhor essas políticas públicas.”

 

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