Robôs no Jornalismo: O futuro da comunicação?
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Robôs no Jornalismo: O futuro da comunicação?

Conheça Fátima, o robô checador, e Rui, o bot monitor de processos em tramitação do STF.

Redação

27 Setembro 2018 | 17h23

 

As jornalistas Tai Nalon e Laura Diniz, em bate papo sobre os bots na comunicação.

Por Guilherme Coura

As duas últimas palestras desta quinta-feira na Semana Estado de Jornalismo abordaram um tema comum: O uso de bots, ou seja, programas automatizados, no processo jornalístico.

A jornalista e diretora executiva do site Aos Fatos, Tai Nalon, apresentou Fátima, o robô checador. Por meio de interações no Facebook Messenger e no Twitter, o bot é capaz de checar a veracidade de informações veiculadas em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Fátima é capaz de alertar pessoas que, eventualmente, compartilham notícias falsas que já foram checadas pelo ‘Aos Fatos’. Ela interage com os usuários, enviando o link para o usuário da checagem realizada pelo site. Para Tai Nalon, a iniciativa serve como um esforço para combater a desinformação, classificando-a como um trabalho de conscientização: “A ideia é despertar o senso crítico por causa do nosso viés de confirmação.”

O usuário pode contactar Fátima através de seus perfis em redes sociais e, através de uma interação automatizada, checar se a informação é verdadeira ou não. Tai comenta ainda sobre os desafios a serem superados pela iniciativa, como a presença de bots “do mal” em redes sociais que propagam apenas notícias falsas, ou mesmo o hackeamento de robôs para prejudicar o seu funcionamento, através da interação com usuários mal intencionados.

Outra iniciativa semelhante nos processos de automatização do jornalismo é o robô Rui Barbot, apresentado pela jornalista Laura Diniz, especializada na cobertura de Justiça e sócia e diretora de desenvolvimento do portal Jota.info. Laura conta: “Nossa ideia é avaliar as escolhas dos ministros do STF, mas também os processos que eles deixam pra trás.” Laura fala ainda sobre o termo journalytics, criado pelo portal Jota: “É uma ligação mais profunda de pensar os dados e transformar em informação jornalística.”

Quem segue o bot no twitter recebe informações sobre processos que estão parados no STF, e há quanto tempo isso está ocorrendo. O robô disponibiliza um link a seus seguidores que permite conferir o tempo de inércia do processo, no próprio site do Supremo.

Você pode conhecer o bot Fátima através do portal aosfatos.org/fatima/, ou de seu twitter @fatimabot. Já o perfil do robô Rui no Twitter é o @ruibarbot.