Semana de Jornalismo Ambiental fecha com saldo positivo
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Semana de Jornalismo Ambiental fecha com saldo positivo

Redação

12 de junho de 2015 | 18h05

Lilian, Ramoni e Katia, estudantes de Jornalismo

Lilian, Ramoni e Katia, estudantes de Jornalismo

Caio Rinaldi e Daniel Machado Vivacqua

Ao final da 3ª Semana Estado de Jornalismo Ambiental, a percepção dos participantes foi plural. Apesar disso, houve um consenso muito positivo: o gostinho de “quero mais”. A Semana foi bastante elogiada pelos alunos presentes, que apontaram a estrutura complementar das palestras e temas como fator determinante para uma experiência enriquecedora.

O debate no primeiro dia de palestras, que teve como tema “Ambiente Urbano Sustentável?”, foi o destaque na opinião de Ramoni Ardico, aluno da Universidade Anhembi Morumbi. “Sempre fui muito focado no ambiente urbano, cinzento. Por isso, tinha uma noção mais restrita da importância do ‘verde’ para a qualidade de vida na cidade”, afirma o estudante. Para ele, a participação do doutor Paulo Saldiva foi a mais impactante. “Foi muito legal a maneira como ele apontou a relação entre “cinza”, o “verde” e a qualidade de vida nas discussões”, comentou.

Katia Ferreira, formada em gestão de pessoas e estudante do terceiro semestre de jornalismo pela FAPSP, ressaltou que o evento abriu novas perspectivas profissionais ao apresentar um tema pouco explorado pela imprensa. “Os palestrantes demonstraram um conhecimento aprofundado em suas falas. A gente se contagia com o engajamento deles”. A participação do chef Alex Atala, do Instituto ATÁ, foi bastante comentada pelos participantes. Para Katia, a abordagem dele, relacionando culinária e biodiversidade, foi a mais surpreendente do evento.

O estudante Lucas Veloso, do sexto semestre da Uninove, ressaltou o contato com profissionais renomados do mercado, tanto jornalistas quanto especialistas. “A Semana foi excelente na minha visão. Como não temos a matéria ‘Jornalismo Ambiental’ na faculdade, tivemos contato mais próximo e entendemos aspectos importantes da cobertura jornalística, além da parte prática com os workshops”, comentou. Entre as palestras, Lucas apontou a apresentação de Malu Ribeiro, da SOS Mata Atlântica, como a mais interessante. “Ela relacionou a crise hídrica que estamos vivendo com episódios do passado, como o desmatamento, e ainda apontou outros desdobramentos importantes como o impacto no regime de chuvas e na qualidade do ar. Ficou claro que a preservação é muito relevante para a manutenção do equilibrio ambiental”, analisou.

A importância do evento para jovens alunos de jornalismo foi destacada por Lilian Pereira, que cursa o 3º período na UMC, em Mogi das Cruzes. Lilian disse que tem dúvidas sobre a carreira, mas o contato com profissionais experientes deu chance para conhecer melhor as áreas afins. “O jornalismo ambiental é muito importante, porque não é um assunto muito abordado pela maioria das pessoas”. O tema da água foi o mais interessante para Lilian, que já tinha produzido textos sobre a crise hidrica na área de Mogi das Cruzes e seus impactos na agricultura e economia da região. A discussão abordou a crise no Estado e a importância de estabelecer um uso prioritario para a água. “Gostei bastante da palestra da Marussia Whately, da coalizão Aliança pela Água. Penso que muitas pessoas não têm essa noção de prioridade e, por isso, acabam fazendo um mal uso da água”, comentou.

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