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Serendipity

Redação

14 Setembro 2011 | 20h00


Foi com o icônico repórter Gay Talese que conheci o termo serendipity. Soa estranho a princípio, mas poderia ser traduzido de forma reduzida como “encontrar boas coisas por acaso” – no sentido de se deparar com algo melhor do que o objeto pretendido originalmente. Bom mesmo é sentir a serendipity na pele.
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Quando os focas receberam a missão de encontrar um personagem em pleno Parque do Ibirapuera de feriado, eu tinha duas coisas em mente: o Museu Afro Brasil, com belíssimas exposições da cultura negra; e o planetário, com ingressos esgotados para todas as sessões do dia. Para a minha infelicidade, nada entre oguns e iemanjá; e ninguém disponível no concorrido simulador de céu de interior.
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Acabei conversando com três praticantes de kenjutsu, a arte samurai da espada, que treinavam devidamente paramentados em meio às árvores colossais. “Não é o melhor, mas é o que tem”, consolei-me na sabedoria popular. Foi quando um quarto participante se aproximou da roda. Nos apresentamos. Era João Paulo Delicato, diretor dos planetários de São Paulo e da Escola Municipal de Astrofísica. Um samurai que queria ser astronauta. Habemus papam!
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Rafael Abraham, de 24 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp)