Todo mundo já foi foca
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Todo mundo já foi foca

Redação

09 Setembro 2011 | 17h14

Inspirada pela tarde que passamos na companhia de Edmundo Leite, jornalista responsável pelo Arquivo do Grupo Estado, resolvi fazer uma visita à mina de ouro do Estadão, uma pequena sala que guarda em livros encadernados e arquivos digitais os 137 anos da história do jornal.

Depois de pesquisar no índex e folhear cadernos empoeirados – pesquisa dá trabalho, Edmundo já tinha avisado – encontrei provas físicas de que todo mundo já foi foca um dia. É difícil acreditar, mas apresento a vocês o correspondente do Estadão em Mogi das Cruzes, Francisco José Arouche Ornellas.

Esta é a primeira matéria assinada pelo coordenador do Curso Estado de Jornalismo e catalogada pelo Arquivo. Ela foi publicada em 16 de fevereiro de 1969, quando Chico era um foca como todos nós. Vale a pena dar uma olhada não só na matéria sobre o aeroporto de Mogi, mas também na primeira nota da coluna “Do interior”. Ela anuncia a compra de um bafômetro, “um aparelho complicado que se divide em várias partes e varia de côr, dependendo do grau de alcoolização do motorista”.

Quem também não escapou do arquivo foi nosso professor (e grande conhecedor do centro de São Paulo) Luiz Carlos Ramos. Essa pesquisa foi bem mais difícil, já que a informação que eu possuía era de que Luiz Carlos havia entrado no Grupo Estado em 1969. O primeiro registro com o nome dele, no entanto, é de 67, mais especificamente, no Jornal da Tarde do dia 27 de abril. O que chama a atenção aqui, além da matéria ser sobre um jogo do glorioso Clube Atlético Mineiro, é a grafia do time paulista “Coríntians”.

* Agradecimento especial ao bibliotecário Cristiano de Oliveira, que tirou um tempinho para me ajudar a encontrar estes textos.

Juliana Deodoro, de 23 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)