Universidades precisam repensar ensino do jornalismo, comenta idealizadora da OrbitaLab
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Universidades precisam repensar ensino do jornalismo, comenta idealizadora da OrbitaLab

Redação

22 Outubro 2014 | 18h47

Por Jéssica Ferreira

A mudança do ensino das faculdades de jornalismo e a importância da colaboração entre jornalistas de diferentes áreas para o sucesso de uma startup foram alguns dos pontos levantados pela idealizadora da OrbitaLab, Adriana Garcia, na palestra que abriu a tarde do segundo dia da Semana Estado de Jornalismo. Com o programa John S. Knight Fellow da Universidade Stanford (EUA) no currículo, Adriana conversou com estudantes sobre novas formas de organização e modelo de negócios de startups.

“As faculdades estão ensinando jornalismo da era industrial. As pessoas são educadas para procurar emprego CLT, cada vez mais raros. Não vão mais existir empregos como conhecemos. Tudo será mais efêmero, mutante e com áreas se relacionando a todo momento”, apontou a idealizadora. “É importante começar logo a investir em startups no Brasil porque quando as condições surgirem, vocês têm que estar preparados.”

Adriana comentou a necessidade de interação entre profissionais para o sucesso. “Jornalista é formado para competir, não tanto para colaborar, mas a colaboração é fundamental para a inovação”. Ela ainda destacou a necessidade de se misturar com jornalistas de outras áreas e de não só perguntar para as pessoas o que querem, mas construir com elas. Time fortalecido, pensamento estratégico e aprendizado com erros também fazem parte do processo de experimentação. “No digital, falar para todos não dá certo. O que você quer falar, para quem, com quem canal?”, questionou.

Ela resumiu em três hashtags dicas essenciais para o que chama de cultura inovadora: #multidisciplinar, #colaboraçãoradical e #aprenderfazendo. Para quem tem interesse em criar sua startup, Adriana tem dois livros como recomendação: A Startup Enxuta, de Eric Ries, que ela considera como a “Bíblia” para esse tipo de projeto, e Business Model Generation, Alexander Osterwalder.