Universitários consideram política e dados relevantes na cobertura jornalística
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Universitários consideram política e dados relevantes na cobertura jornalística

Carla Miranda

19 Outubro 2016 | 21h28

Por Ludimila Honorato

A Semana Estado de Jornalismo 2016 conta com cerca de 400 universitários que, além de assistirem às palestras, podem participar do 11º Prêmio Santander Jovem Jornalista. A proposta deste ano é falar sobre as inovações digitais que facilitam o dia a dia, e o premiado fará um intercâmbio de um semestre letivo na Universidade de Navarra, na Espanha. A estudante Pamela Wruck, 24, veio da Universidade do Oeste Paulista, em Presidente Prudente, e é uma candidata ao prêmio. “Eu já esperava que fosse algo da era digital, porque é o que a gente vive”, diz.

Lucas Marcelino, 20, gostou do tema “Bastidores de uma corrida eleitoral” da palestra desta quarta-feira, 19, por abordar política. “Acho que os jovens não estão muito interessados em política e foi interessante ver como eles trabalham a informação”, afirma. Estudante no terceiro ano da Universidade de Araraquara, ele trabalha atualmente com assessoria de imprensa, mas almeja o jornal impresso.

Os estudantes Lucas Marcelino e Pamela Wruck

Os estudantes Lucas Marcelino e Pamela Wruck

Os estudantes da Unesp de Bauru, André de Oliveira, 20; Maria Gabriela Zanotti, 18, e Matheus Dias, 20, se surpreenderam com as possibilidades do jornalismo de dados com a palestra sobre gastos públicos. “Eu sabia que existia, mas não imaginava como isso poderia ser usado no dia a dia”, diz André. Maria Gabriela, que está no primeiro ano da graduação, mudou a visão que tinha de um jornalismo de dados distante. “Achei que era algo usado mais em política, mas está em temas muito mais próximos do nosso cotidiano”, afirma.

Lucas Dias, Maria Gabriela Zanotti e André de Oliveira

Matheus Dias, Maria Gabriela Zanotti e André de Oliveira

Matheus Dias observa que as palestras sobre dados públicos se complementaram e nota a importância desse tipo de informação. “Jornalismo de dados deveria ser usado de forma obrigatória, como base para todas as matérias, pois tem propriedade”, diz. Ele achou interessante o fator acessibilidade dos dados, que podem ser consultados por qualquer pessoa. “O acesso existe, mas infelizmente ainda não é algo próximo das pessoas”, afirma. Segundo ele, o conhecimento poderia gerar um senso de mudança na sociedade.