Brasil não conhece a situação de suas barragens; ouça no ‘Estadão Notícias’
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Brasil não conhece a situação de suas barragens; ouça no ‘Estadão Notícias’

Gustavo Lopes Alves

31 Janeiro 2019 | 06h00

Após a tragédia ocorrida em Brumadinho, Minas Gerais, muito se questionou o porquê a empresa Vale e os governos Estadual e Federal não tomaram atitudes preventivas contra desastres envolvendo barragens de mineração, depois do ocorrido em Mariana, também em Minas Gerais. Nos dois casos as barragens eram do tipo “a montante” que são consideradas pelos especialistas como a menos segura, tanto que países como o Chile proibiram o uso do método. Segundo o especialista em barragens e presidente da Federação Brasileira de Geólogos, Fabio Augusto Reis, este tipo de técnica é problemática e deveria ser proibida no Brasil.

Mas esse não é o único problema envolvendo as barragens no país, seja de mineração ou de água. No Brasil, há apenas 35 funcionários para fiscalizar quase 800 barragens de rejeitos de minérios, segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM). De acordo com o presidente da Federação Brasileira de Geólogos, Fabio Augusto Reis, algumas unidades da ANM não tinham dinheiro para o combustível das viaturas fiscalizadoras. O especialista em barragens cita o exemplo do estado de São Paulo, que conta com mais de 7 mil barragens, a maioria de água, e tem apenas 19 funcionários para verificar a situação dessas estruturas. Por lei, as responsáveis pelas barragens são as empresas, que devem passar para os órgãos fiscalizadores as situações das estruturas.

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