Cantanhêde comenta paralisação de servidores federais

Laís Gottardo

18 de janeiro de 2022 | 10h43

Às vésperas do prazo final para sanção do Orçamento deste ano aprovado pelo Congresso Nacional, servidores de mais de 40 categorias vão às ruas nesta terça-feira, 18, e prometem paralisar temporariamente alguns órgãos federais em protesto ao governo de Jair Bolsonaro (PL), na tentativa de reajuste salarial e reestruturação de carreiras. Para Cantanhêde, a situação que incita os protestos “foi um problema criado pelo esforço do presidente Bolsonaro de querer ficar bem e de salvar seus votos na área dos policiais”.

O presidente Jair Bolsonaro usou o discurso de um programa de capacitação de trabalhadores rurais do Banco do Brasil para fazer um aceno ao agronegócio. Segundo ele, o Executivo “praticamente anulou as ações do MST” e tirou a força do Movimento Sem-Terra do campo. O incentivo ao armamento do produtor rural e a redução de multas ambientais também foram citados. Ele citou nominalmente a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que saiu do governo alvo de investigação envolvendo retirada e venda ilegal de madeira. “Paramos de ter grandes problemas com a questão ambiental, em especial o Ibama, reduzindo em mais de 20% as multagens no campo.” Sobre a fala, Cantanhêde opina: “Na verdade, o governo só parou de multar quem criava problema ambiental”.

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