Caso Covaxin tem potencial para “explodir” a República? Ouça no ‘Estadão Notícias’

Por Jefferson Perleberg

25 de junho de 2021 | 00h10

Nos últimos dias, o relato do parlamentar Luis Miranda  (DEM-DF), e de e seu irmão Luís Ricardo Fernandes Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, atearam fogo no debate sobre irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. Segundo documentos do Ministério das Relações Exteriores, o governo comprou o imunizante por um preço 1.000% maior do que era anunciado pela própria fabricante seis meses antes. O deputado ainda garante que avisou à presidência da República sobre o caso. 

A vacina produzida pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em US$ 1,34 a dose. Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade, a mais cara das seis vacinas compradas até agora. O acordo da Covaxin previa o fornecimento de 6 milhões de unidades já em março, mas condicionava a um aval da Anvisa, que só foi dado no dia 4 deste mês.

Segundo o deputado Luis Miranda, a denúncia foi apresentada para Bolsonaro com provas e relata ter ouvido uma promessa de que a Polícia Federal iria investigar o caso. Em depoimento ao Ministério Público Federal seu irmão, Luís Ricardo afirmou ter recebido “pressões anormais” para a aquisição da Covaxin, o que não ocorreu em relação a outras vacinas.

O Ministério Público Federal, que investiga suspeitas envolvendo a compra do imunizante, afirmou ver indícios de crime e “interesses divorciados do interesse público” na contratação. Um dos investigados é Francisco Emerson Maximiano, proprietário de empresas do ramo farmacêutico, uma delas é a Precisa, que em janeiro deste ano havia se tornado a única representante no País da Bharat Biotech, fabricante indiana da Covaxin.

No episódio de hoje, quem nos explica toda essa história que envolve o imunizante da Covaxin e a suspeita de irregularidades é a repórter do Estadão, em Brasília, Camila Turtelli. Também vamos falar sobre o potencial explosivo que essa denúncia tem para o governo com o cientista político e diretor-executivo da Transparência Brasil, Manoel Galdino.

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Apresentação: Emanuel Bomfim e Larissa Burchard

Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Larissa Burchard.

Sonorização/Montagem: Moacir Biasi

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