Dose de reforço pode evitar nova onda de covid no Brasil? Ouça no ‘Estadão Notícias’

Por Gustavo Lopes

18 de novembro de 2021 | 00h10

O Ministério da Saúde anunciou, nesta semana, que pessoas maiores de 18 anos terão que tomar uma dose de reforço da vacina contra a covid-19. Até então, somente aqueles que têm mais de 60 anos, ou alguma comorbidade, precisavam da terceira aplicação do imunizante.

Para essa terceira dose, é preciso aguardar 5 meses depois de ter tomado a segunda dose. A única exceção são aqueles que tomaram a vacina da Janssen, que terão que aplicar primeiro a segunda dose, que deve acontecer depois de 2 meses da primeira, e depois, seguir o esquema dos 5 meses.

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga chamou a atenção de que a medida foi tomada devido ao que tem se observado na Europa. Mais de 2 milhões de novos casos de covid-19 e cerca de 30 mil falecimentos em razão da doença foram relatados no continente, nas últimas semanas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que “não foi consultada sobre a ampliação da dose de reforço para todas as pessoas maiores de 18 anos”. Segundo a agência, a Pfizer foi a única empresa das vacinas utilizadas no Brasil que solicitou a mudança no esquema vacinal previsto na bula.

No episódio do Estadão Notícias desta quinta-feira, 18, convidamos o infectologista Renato Grinbaum, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia para falar sobre a decisão de aplicar uma dose de reforço para os adultos acima de 18 anos, e seus efeitos para conter uma nova onda de contágios no Brasil.

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Apresentação: Emanuel Bomfim.

Produção/Edição: Gustavo Lopes e Ana Paula Niederauer.

Montagem: Moacir Biasi

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