Eliane: “Assassinato no PR é exercício do ódio implantado no País”

Laís Gottardo

12 de julho de 2022 | 10h01

Durante uma conversa com jornalistas, na manhã desta segunda-feira, 11, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que não tem “nada” a ver com o assassinato de Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, no último sábado, 9. Segundo testemunhas que estavam na festa com temática de Partido dos Trabalhadores (PT), o acusado teria invadido o aniversário aos gritos de “Aqui é Bolsonaro”. “Isso é intransigência e apologia às armas. Quem tem, usa a arma por qualquer discussão e Bolsonaro não faz outra coisa a não ser estimular as armas. O caso de Foz do Iguaçu não foi briga, foi assassinato frio e cruel por motivo ideológico e político. O presidente tem a ver com isso, sim”, opina Cantanhêde.

O recuo do senador Marcos do Val (Podemos-ES) na definição sobre como será executado o orçamento secreto em 2023 nasceu no gabinete de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Irritado com a repercussão da entrevista de Do Val ao Estadão, Pacheco pressionou o senador a desistir das inovações que ele queria emplacar no ano que vem e patrocinou um movimento para retomar as regras vigentes. Do Val queria tornar o orçamento secreto impositivo em 2023. A manobra de Pacheco não agradou a Arthur Lira (PP-AL) e seus aliados, os principais interessados nas mudanças, que viam na nova execução do orçamento secreto uma forma de engessar o novo governo eleito caso Jair Bolsonaro perca a eleição. “Rodrigo Pacheco acabou com a excrescência da excrescência. Orçamento jamais pode ser secreto porque quem paga é o brasileiro, então tem o direito de saber como está sendo usado seu dinheiro. O presidente do Senado cortou um pouco as asas do Centrão”, diz Eliane.

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