Eliane comenta as nomeações de militares para a cúpula da Petrobras

Laís Gottardo

01 de setembro de 2021 | 10h42

Os militares invadiram o campo civil. Em meio à disparada dos preços dos combustíveis no País e às benesses concedidas pelo presidente Jair Bolsonaro aos caminhoneiros, como o subsídio para o óleo diesel, uma mudança significativa ocorrida na cúpula da Petrobras passou praticamente despercebida pelo público. Sem alarde, o general Joaquim Silva e Luna, presidente da companhia, recheou a sua assessoria com colegas da caserna, em linha com a “militarização” ocorrida em outras estatais e na administração direta federal desde o início do atual governo, em 2019.

O Orçamento proposto pelo governo para 2022 garante gorda fatia para militares, mas corta a Saúde. Beneficiados ao longo de todo o governo Bolsonaro, os militares conseguiram ampliar o espaço no Orçamento de 2022 para gastos com investimentos e custeio da máquina. No projeto enviado nesta terça-feira, 31, ao Congresso, o Ministério da Defesa ocupa o quarto lugar na lista dos ministérios com mais recursos, atrás apenas da Educação, Saúde e Economia. A verba prevista para as Forças Armadas é de R$ 11,8 bilhões, acima da dotação de R$ 10,1 bilhões que consta no Orçamento deste ano para as chamadas despesas discricionárias (que incluem investimentos).

A Justiça do Rio determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. Carlos é investigado desde julho de 2019 pelo Ministério Público do Estado (MP-RJ) por suspeita de praticar “rachadinha” – apropriação de parte do salário dos assessores – e contratar funcionários “fantasmas” em seu gabinete na Câmara Municipal da capital fluminense.

Em uma nova mudança de agenda, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ouvirá nesta quarta-feira, 1, o motoboy Ivanildo Gonçalves Silva, que deporia ontem e teve a oitiva cancelada. Até esta manhã, a pauta de hoje previa a inquirição do advogado e empresário Marcos Tolentino. Ivanildo vai à CPI amparado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o permite ficar calado.

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