Eliane: ‘Guerra nos combustíveis contrapõe mais uma vez Bolsonaro à área econômica’

Ana Paula Niederauer

15 de março de 2022 | 11h39

O presidente Jair Bolsonaro vem sendo aconselhado pelos principais ministros a manter o general Joaquim Silva e Luna à frente da Petrobras para não fazer uma troca “sem efeito algum”, já que o eventual substituto não teria autonomia para mudar a política de preços da petroleira.

A Petrobras pratica a chamada paridade de preços, ou seja, paga pelo produto o preço cobrado no mercado internacional e, por isso, repassa eventuais altas para refinarias, o que leva ao aumento de preços para o consumidor final.

A procura por etanol nos postos de combustíveis aumentou nos últimos dias, por conta das constantes altas no preço da gasolina. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), que representa as usinas e unidades de produção, as vendas do etanol hidratado, que vai da bomba diretamente para o tanque do veículo, subiram 26,20% em fevereiro, em comparação com janeiro deste ano. Donos de postos, no entanto, acham que o aumento na procura pode ser passageiro, se o preço do etanol continuar acompanhando as altas no valor da gasolina.

Na semana passada, a Petrobras anunciou aumento de 18,7% na gasolina, 24,9% no diesel e 16% no gás de cozinha.

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