Eliane: “No RJ, quando tem operação policial tem descalabro”

Laís Gottardo

22 de julho de 2022 | 10h01

A Defensoria Pública do Rio afirmou nesta quinta que “há indícios de situações de grave violação de direitos” durante a operação policial realizada horas antes no complexo do Alemão, na zona norte do Rio, “com possibilidade desta ser uma das operações com maior índice de mortos no Rio de Janeiro”. No início da tarde, em áudio gravado na entrada da favela da Grota, uma das comunidades do Alemão, o ouvidor-geral do órgão, Guilherme Pimentel, afirmou ter confirmado a morte de 14 pessoas – 12 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão e 2 na própria favela. Também disse ter informações sobre outras seis pessoas que teriam morrido no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha (zona norte). Ele informou que essas mortes precisavam ser checadas. Oficialmente, a polícia confirma 18 mortes. “Se as polícias trabalham com inteligência, têm tempo para planejar as ações e são bem preparadas, este tipo de coisa não pode acontecer. Dezoito mortos é uma chacina, ninguém mata 18 pessoas em uma ação policial. Se a ação é bem feita, o número de mortes é mínimo. Temos a sensação de que há uma licença para matar; parece revanche, barbárie”, opina Eliane.

Três dias após o presidente Jair Bolsonaro atacar, sem provas, as urnas eletrônicas diante de 70 diplomatas estrangeiros no Palácio da Alvorada, o procurador-geral da República, Augusto Aras, divulgou nesta quinta, um vídeo no qual defende o sistema eleitoral brasileiro. Segundo ele, não é admitida a “alegação de fraude” no processo de votação. Aras tem enfrentado pressão de integrantes do Ministério Público para agir contra as investidas de Bolsonaro sobre a Justiça Eleitoral. De férias, o procurador-geral publicou no YouTube uma gravação antiga com trechos de um encontro com “representantes da imprensa estrangeira”, ocorrido no dia 11. Nela, inseriu mensagens sobre o atual momento do País, sem citar Bolsonaro. “É importante ouvir o Aras porque todas as entidades criticaram a postura de Bolsonaro e porque o Procurador-geral da República é responsável pela abertura de qualquer inquérito sobre o presidente. Pelo menos ele marca uma posição”, diz Cantanhêde.

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