Eliane: “Ribeiro rachou bancada evangélica, mas tem apoio na casa de Bolsonaro”

Laís Gottardo

24 de março de 2022 | 10h53

A atuação do gabinete paralelo no Ministério da Educação envolvia compra de Bíblias para serem distribuídas nas cidades que recebiam a visita do ministro Milton Ribeiro, e dinheiro para a igreja evangélica. Prefeitos de dois municípios afirmaram ao Estadão que o pastor Arilton Moura era quem fazia a negociação em troca de verbas da educação. Os relatos de cobrança de propinas para compra de Bíblias foram revelados pelo jornal O Globo e confirmados pelo Estadão. “O que Bolsonaro fará sobre essa situação, fingir que não existe? Existe! Os pastores foram plantados dentro do Ministério. E quando tem PGR, Senado e Câmara envolvidos vai complicando”, diz Eliane.

O ex-governador Geraldo Alckmin usou a defesa da democracia como argumento para justificar a aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao se filiar, nesta quarta-feira ao PSB, após passar 33 anos no PSDB. Antigo adversário do PT, Alckmin vestiu o figurino de candidato a vice na chapa que disputará o Palácio do Planalto e disse que não se faz política olhando pelo retrovisor. Não foi só: definiu Lula como quem melhor representa a “esperança do povo brasileiro” nos dias de hoje. “Foi acordado que Lula não participaria do evento para não ofuscar Alckmin. O ex-presidente teve um ato de coragem e visão estratégica ao escolher Alckmin e o mesmo por parte do ex-governador paulista, em aderir”, opina Cantanhêde.

#PerguntePraEliane

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