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‘Estadão Notícias’: A tecnologia pode influenciar no resultado de uma eleição?

Gustavo Lopes Alves

13 Agosto 2018 | 06h00

A tecnologia entrou para os debates mais recentes por causa da polêmica referente à disseminação de ‘fake news’. Inclusive, influenciadores políticos nas redes sociais, como o Movimento Brasil Livre (MBL), tiveram páginas bloqueadas no facebook por, supostamente, utilizar o espaço para publicar informações inexistentes. Empresas como Twitter, Instagram e Whatsapp também passaram a tomar medidas para diminuir esse tipo de compartilhamento. Mas como as ‘fake news’ conseguem ser disseminadas com tanta velocidade e por tantas pessoas ao mesmo tempo? Essa tarefa é realizada pelos chamados ‘Bots’ (abreviação da palavra Robots), que são programados por um indivíduo interessado em impulsionar artificialmente um conteúdo.

Com a proximidade das eleições brasileiras, a preocupação aumenta em relação à influência que esses ‘Bots’ podem ter no resultado final do pleito. O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promete um combate ostensivo as “fake news”. Conversamos com o codiretor do Instituto de Tecnologia e Equidade, Márcio Vasconcelos, que explicou de que forma esses softwares pode interferir no voto do eleitor.

Além disso, o instituto, em parceria com a FGV, vai monitorar, durante toda a campanha, as redes sociais buscando ‘fake news’ e o uso de ‘Bots’. O trabalho, que contará com ‘checadores de fatos’, vai gerar relatórios que serão distribuídos para a mídia.

O programa continua apresentando as propostas dos coordenadores dos programas econômicos dos presidenciáveis. Hoje é a vez de André Lara Resende, responsável pelo capítulo econômico do programa de governo da candidata à Presidência Marina Silva (Rede). Ele foi entrevistado pela repórter Luciana Dyniewicz após participar de evento do Estadão, sobre o tema.

Foto: FILIPE ARAUJO/AE