‘Estadão Notícias’: Até onde deve ir o cerco a não imunizados?

‘Estadão Notícias’: Até onde deve ir o cerco a não imunizados?

Por Jefferson Perleberg

03 de fevereiro de 2022 | 00h15

À medida que a nova variante Ômicron se espalha pelo País e pelo mundo, com recordes de casos de covid-19, a ampliação da cobertura vacinal se faz cada vez mais necessária. Aproximadamente 70% da população vacinável no Brasil já está imunizada. Isso mostra que, ao menos aqui, o discurso anti-vacina não teve a mesma força como em outros países.

Apesar da não obrigatoriedade do imunizante, muitos gestores passaram a  exigir o passaporte vacinal. A prática foi adotada na maioria das capitais, mas também gera discussões acaloradas, nas quais o próprio presidente Jair Bolsonaro tem se posicionado contra.

Os governos europeus estão começando a suspender rapidamente restrições relativas à covid, mas vacinar o máximo possível de pessoas é visto como um elemento crucial para o retorno à normalidade. 

Aqui no Brasil, um projeto de Lei apresentado prevê que quem não se vacinar contra Covid terá de pagar o próprio tratamento. A proposta é do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), e tramita na Câmara dos Deputados. Pelo texto, cidadãos têm o direito de escolher se vacinar ou não. Mas aqueles que não se vacinarem e contraírem a doença posteriormente terão de arcar com custos hospitalares no SUS.

Adotar medidas drásticas é fundamental para fechar o cerco contra não-imunizados? No episódio do podcast desta quinta-feira, 03, discutimos o assunto com o epidemiologista da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal. A repórter especial de Educação do Estadão, Renata Cafardo, conta como as escolas têm lidado com o tema. E também vamos ouvir o relato de como anda a imunização nos Estados Unidos diretamente com a correspondente do Estadão no país, Beatriz Bulla. 

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Apresentação: Emanuel Bomfim
Produção/Edição: Jefferson Perleberg, Julia Corá e Gabriela Forte
Montagem: Moacir Biasi

(Foto: Tiago Queiroz/Estadão)

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