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‘Estadão Notícias’: Escândalo na Igreja Católica e STF cada vez mais pressionado

Emanuel Bomfim

20 Março 2018 | 06h00

Edição desta terça-feira, 20, conversa com o repórter especial do Estadão, José Maria Mayrink. Ele é especializado na cobertura do Vaticano e da Igreja Católica. Fomos ouvi-lo sobre o escândalo que veio à tona ontem, com a prisão do bispo da Diocese de Formosa, Dom José Ronaldo. A suspeita é de enriquecimento ilícito com dinheiro supostamente desviado de fiéis. O religioso teria adquirido até carros de luxo, uma fazenda para criação de gado e uma casa lotérica com recursos de dízimos e doações durante um período de cerca de três anos. Além dele, foram presos pela Operação Caifás quatro padres, um monsenhor e o vigário-geral.

Mayrink explica que os bispos têm autonomia na administração das dioceses e não se reportam à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). “Qualquer medida é tomada diretamente pelo Vaticano, pelo Papa”, afirma. O repórter especial ainda lembra que o Papa Francisco, poucos meses após assumir como chefe da Igreja, demitiu um bispo na Alemanha porque ele comprou uma mansão no valor de 30 milhões de euros. “Ele era conhecido como o bispo do luxo”, explica. “Se o bispo de Formosa for considerado culpado, passa também pelo Vaticano, não passa nem pela Nunciatura”.

 

Confira ainda nesta edição uma entrevista sobre um dos assuntos que mais movimenta os bastidores do poder, no âmbito político e jurídico: a prisão após condenação em 2ª instância. Afinal, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) vão ceder à pressão e buscar um caminho para que o tema volte à pauta no plenário? Analisamos o tema com o professor de Direito da FAAP, Luiz Fernando do Amaral.

 

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Presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, já declarou que não vai pautar no plenário debate sobre prisão após condenação em 2ª instância (Foto: Andre Dusek/Estadão)