‘Estadão Notícias’: O fator Dilma Rousseff na campanha de Lula

‘Estadão Notícias’: O fator Dilma Rousseff na campanha de Lula

Por Jefferson Perleberg

31 de janeiro de 2022 | 00h15

A campanha eleitoral ainda nem começou oficialmente, mas os pré-candidatos já trabalham intensamente suas imagens e as agendas públicas. Quem lidera as pesquisas é o ex-presidente Lula, que tem chance de vencer ainda no primeiro turno a corrida presidencial, segundo as pesquisas. Para sustentar essa liderança, o PT deve até mesmo excluir a ex-presidente Dilma Rousseff, com intuito de afastar o atual candidato dos equívocos do último governo petista.

Em recente entrevista, Lula deu a entender que a ex-presidente não fará parte de um eventual novo governo petista e afirmou que Dilma falhou ao não ter “jogo de cintura” e “paciência que a política exige”.

Em entrevista ao episódio de hoje do ‘Estadão Notícias’,  o cientista político Vítor Oliveira afirmou que é natural que ela fique de fora da campanha. “É uma combinação desfavorável ao ex-presidente Lula. O PT entende que ela é uma vidraça, um ponto fraco que pode ser atacado muito facilmente.”

Ainda no ano passado, um jantar promovido pelo Prerrogativas reuniu o ex-presidente Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin e políticos de diversas legendas, inclusive do MDB, que apoiou o impeachment de Dilma. A ex-presidente não foi convidada.

O partido tentou minimizar o fato, justificando como uma falha de comunicação. Entretanto, o vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, declarou que Dilma não tem mais relevância eleitoral.

No episódio desta segunda-feira, 31, analisamos o fator Dilma e como ele mexe nas eleições numa entrevista com o cientista político e consultor da Pulso Público, Vitor Oliveira.

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Apresentação: Emanuel Bomfim
Produção/Edição: Jefferson Perleberg, Julia Corá e Gabriela Forte
Montagem: Moacir Biasi

(Foto: Charles Platiau/Reuters)

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