Inflação disparada: até onde ela pode chegar? Ouça no ‘Estadão Notícias’

Emanuel Bomfim

16 de agosto de 2021 | 00h10

Apesar da retomada gradual dos serviços, a saúde econômica do Brasil não está tão bem assim. Os números de julho mostram um avanço de 0,96% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, que mede a nossa inflação, um acumulado de 4,76% nesses primeiros sete meses de 2021, quase 9% nos últimos 12 meses.

O aumento dos alimentos e da energia são os principais responsáveis pelo índice elevado. As ondas de frio intenso, geada e neve prejudicaram pastagens e plantações e devem trazer mais prejuízos aos agricultores.

A seca que atinge o Centro-Sul do Brasil gerou a maior crise hídrica dos últimos 90 anos, o que reduziu o nível dos reservatórios das hidrelétricas, responsável por 70% da produção de energia. Situação que obrigou o País a acionar termelétricas, encarecendo a produção de energia.

A bandeira vermelha patamar 2 nas tarifas de energia elétrica contribuiu para um avanço de 7,9% na conta de luz em julho. 

A situação também é delicada no preço dos combustíveis, a Petrobrás aumentou o preço médio por litro do combustível vendido às distribuidoras de R$ 2,69 para R$ 2,78. Só neste ano a gasolina acumula uma alta de 51%. 

Em uma de suas lives semanais, o presidente Jair Bolsonaro se eximiu da responsabilidade do aumento da inflação, culpou a pandemia e disse que o governo federal “não irá resolver tudo”. 

No episódio do Estadão Notícias de hoje, vamos falar sobre esses indicadores e as perspectivas para o país, com a economista-chefe da A.C. Pastore & Associados, Paula Magalhães.

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Apresentação: Emanuel Bonfim

Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg, Ana Paula Niederauer e Julia Corá.

Montagem: Moacir Biasi

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