Light ou pesada: que reforma da Previdência Bolsonaro vai propor? Ouça no ‘Estadão Notícias’
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Light ou pesada: que reforma da Previdência Bolsonaro vai propor? Ouça no ‘Estadão Notícias’

Emanuel Bomfim

10 de janeiro de 2019 | 06h00

Enquanto os novos membros do Congresso Nacional ainda não tomam posse, a equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro prepara o texto da reforma da Previdência, vista como essencial para sustentabilidade das contas públicas e uma das prioridades neste início de governo. O ministro da economia, Paulo Guedes, já indicou que ela deverá ser profunda e com uma novidade: o regime de capitalização.

Entre os economistas que propuseram um projeto de saneamento previdenciário para a equipe de Guedes está Paulo Tafner, entrevistado do episódio de hoje. Ele explica, entre outros aspectos, como vai funcionar este novo sistema de capitalização, além de defender a necessidade urgente da aprovação da PEC. Ouça no player acima. O repórter do Broadcast, André Italo Rocha, participa da conversa.

 

Programa desta quinta-feira (10) ainda fala sobre o impasse nos Estados Unidos gerado pelo projeto da construção do muro na fronteira com o México. O presidente Donald Trump promete manter a paralisação do orçamento do governo até os democratas liberarem a verba necessária para o financiamento da obra. Até agora, porém, nenhuma das partes demonstrou possibilidades de ceder, relata ao podcast a correspondente do ‘Estado’ nos EUA, Beatriz Bulla.

 

Confira ainda nesta edição a coluna “Direto ao Assunto”, com José Nêumanne Pinto.

 

Algumas declarações do economista Paulo Tafner na entrevista:

“Isso é natural que ocorra. Todo grupo de interesse procura se proteger de mudanças previdenciárias e isso faz com que, de certa forma, a discussão da reforma seja poluída.” (sobre a defesa da exclusão de militares da reforma)

 

“Em vários países do mundo é permitido que os militares saiam da ativa precocemente. O que não é comum é sair precocemente com integralidade de seus vencimentos. Essa é uma particularidade do nosso sistema brasileiro. Isso tem que ser corrigido”

 

“Nos anos 90, o presidente FHC apresentou a Emenda 20 que já previa, por exemplo, a idade mínima, de 65 anos. Isso não foi aprovado por um voto. Foi o voto mais caro da história desse país. Aliás, foi um deputado da base.”

 

“As pessoas não têm ideia. Mas aqueles que acompanham a demografia no mundo – e eu sou um deles -, o Brasil terá uma transição demográfica numa velocidade que será a nona mais veloz na história da humanidade. Vamos passar de um país relativamente jovem para um país idoso em 30 anos. Isso já está em andamento.”

 

“Nós temos que fazer uma reforma abrangente, mais dura, com uma transição mais curta para que a gente possa, digamos assim, corrigir aquilo que não foi feito em 20 anos no Brasil”

 

“A capitalização tem que entrar progressivamente, paulatinamente, para que superada a etapa de  envelhecimento mais acelerado, a gente possa abrir mão de um pedaço da receita, porque aí a despesa previdenciária, feita a reforma que imaginamos que seja feita, vai entrar numa trajetória em que o deficit vai começar a reduzir”

 

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Afinados? Bolsonaro chegou a anunciar idade mínima, mas depois recuou (Foto: Dida Sampaio/Estadão)