Marcelo Queiroga: da ciência ao bolsonarismo; ouça no ‘Estadão Notícias’

Marcelo Queiroga: da ciência ao bolsonarismo; ouça no ‘Estadão Notícias’

Por Jefferson Perleberg

27 de setembro de 2021 | 00h10

O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, contraiu covid-19 durante sua participação na Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque. Ele deve permanecer por mais duas semanas de quarentena na cidade, um gasto de aproximadamente 30 mil reais aos cofres públicos.

Além disso, sua passagem pelos Estados Unidos foi cercada de polêmicas, o ministro chegou a mostrar o dedo do meio a manifestantes que protestavam contra o governo de Jair Bolsonaro. O gesto obsceno pode até ser investigado pela Comissão de Ética da Presidência por conduta inapropriada, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão. 

 

Porém essas não foram as primeiras, e provavelmente não serão as últimas polêmicas dele. Queiroga é o quarto ministro à frente da pasta da saúde no governo de Bolsonaro. Desde que substituiu o general Eduardo Pazuello, no dia 15 de março deste ano, o médico cardiologista que era visto como moderado, e a favor da ciência, foi aos poucos alterando seu discurso para uma linha mais bolsonarista, ao estilo do seu líder.

Ainda em junho, o ministro foi a favor da realização da Copa América. Queiroga também acatou pedido de Bolsonaro para estudar a desobrigação do uso de máscaras, contrariando os especialistas. 

O ministro também vem trocando farpas com governadores e prefeitos, mais especificamente João Doria, governador de São Paulo. 

Afinal, Queiroga se rendeu ao bolsonarismo? Diante de tantas idas e vindas, existe clima para que o médico continue a frente da pasta? No episódio do Estadão Notícias desta segunda-feira, vamos conversar sobre esse assunto com quem estava à frente da saúde no governo Bolsonaro no surgimento da pandemia, o médico e ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta.

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Apresentação: Emanuel Bomfim

Produção/Edição: Gustavo Lopes, Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer

Sonorização/Montagem: Moacir Biasi

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