Podcast: A guerra de rejeições no processo eleitoral

Podcast: A guerra de rejeições no processo eleitoral

Por Gustavo Lopes

15 de dezembro de 2021 | 00h10

Enquanto os pré-candidatos à presidência da República correm atrás de votos para melhorar suas situações nas pesquisas eleitorais, há um outro dado que preocupa não só os partidos, mas também os marqueteiros que terão a árdua missão de “vender” o presidenciável: a rejeição.

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada na semana passada, Jair Bolsonaro tem 64% de rejeição, seguido por Sergio Moro com 60%, João Doria com 59%, Ciro Gomes com 54%, e Lula com 43%. A pesquisa ouviu 2.037 pessoas, com 16 anos de idade ou mais, entre os dias 2 e 5 de dezembro. “Candidatos com com mais de 60% de rejeição, terão no máximo 40% dos votos, e com isso, o resultado do segundo turno se torna imprevisível, com maior chances para quem tem menos rejeição”, afirma o cientista político Marco Antônio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) entrevistado no podcast.

Agora, a estratégia é tentar minar os adversários, e de alguma forma, conquistar alguns votos dos indecisos, ou tentar reverter a decisão daqueles que vão votar nulo ou branco. Pelo levantamento da Genial/Quaest, eles somam 11% do eleitorado. Mas há também aqueles candidatos, da mesma linha ideológica, que tentam “roubar” votos do seu adversário. “A posição do presidente Jair Bolsonaro é mais difícil, pois ele será avaliado por 3 anos de governo, em que os problemas ocorridos na sua gestão ainda serão sentidos no período eleitoral, explica o especialista.

Assim, é possível esperar que a eleição vai ser um festival de ataques de ódio e de fake news. Mas, será que o eleitor está interessado em ver uma “guerra” entre os candidatos à presidência, ou querem um debate sobre problemas sensíveis que o país está passando, como nas áreas de economia e saúde?

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Apresentação: Gustavo Lopes

Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer.

Montagem: Moacir Biasi

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