Albert Einstein inaugura centro na capital fluminense
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Albert Einstein inaugura centro na capital fluminense

Famílias judaicas chegaram a se movimentar para fundar filial do hospital no Rio, mas doações não alcançaram quantia necessária

Clarissa Thomé

04 Março 2015 | 08h00

A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein inaugura nesta quarta-feira, 4, no Rio de Janeiro, um centro de ensino, que vai oferecer 20 cursos de pós-graduação para profissionais de saúde. É a primeira unidade da instituição fora do Estado de São Paulo.

“A abertura de um centro de ensino segue a filosofia da instituição de que sem ter capital humano diferenciado não conseguimos fazer medicina de boa qualidade. Será uma extensão do centro de ensino em São Paulo, onde temos quatro mil alunos. Até o fim do ano, com a unidade do Rio, acreditamos que vamos chegar a 5 mil”, afirmou o presidente instituição, Claudio Lottenberg.

 

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O presidente da instituição, Claudio Lottenberg. (Foto: Clayton de Souza / Estadão)

 

O centro de ensino funcionará na Rua do Passeio, no Centro. Os cursos de pós-graduação terão duração de 2 anos. Entre os professores, médicos como o pediatra Claudio Schvartsman, o intensivista Eliezer Silva e o angiologista Nelson Wolosker. A instituição não informou o valor médio das mensalidades.

Em 2011, houve movimentação de famílias judaicas cariocas para fundar filial do Hospital Israelita Albert Eistein, um dos melhores do País, no Rio. Na ocasião, ficou acertado que seriam feitas doações de valores entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões, como forma de garantir 40% dos R$ 450 milhões estimados para a construção da unidade. O grupo recusava qualquer tipo de ajuda governamental, como doação de terreno.

“(A iniciativa) Não prosperou porque o numerário necessário é muito maior do que a capacidade de arrecadação. O investimento para um hospital é muito representativo. Nos moldes como a gente tinha imaginado, o valor é perto de R$ 1 bilhão. Não temos planos, no momento, de abrir unidade de assistência no Rio”, afirmou Lottenberg.

Em 2007, foi avaliada a possibilidade de compra de instituições de referência no Rio, como o Samaritano e o Pró-Cardíaco, mas o negócio não prosperou e ambos foram adquiridos pela Amil.

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